28/01/2008
26/01/2008
* Passe o sal, por favor ?

Já percebi, sim! Já percebi que Porto Alegre é o fim-do-fim-do-fim-do-mundo e que , apesar dessa perturbante constatação, a vida teima em continuar no seu curso normal, invariavelmente. Aliás, como diz um velho amigo meu : " Porto Alegre não é de última. Happy Port é de penúltima porque nem de última consegue ser ". Autch ! Bem, exageros à parte....
É óbvio que seria ingenuidade de minha parte – se não até uma certa maldade – eu esperar encontrar sobre as mesas de nossos nativos alegrenses iguarias do tipo o sal amarelado da Nova Zelândia ( proveniente das profundas águas geladas do Pacífico), ou o sal rosado do Peru ( apanhado manualmente a 2300 metros de altura desde há 2000 anos atrás) , ou o sal negro vulcânico do Hawaí ( com seu famoso blend de carvão ativado ) ou ainda o magnífico sal do Himalaia de 200 milhões de anos de formação . Nem pensar. Ao retornar para a terrinha eu realmente não tinha a menor ilusão de topar com essas estranhices por aqui, afinal, já havia percebido, sim.É Porto Alegre, certo? So what? Life goes on . So, let’s move on. Fazer o que se eu amo essa city ?
Mas galera, vamos combinar uma coisa só aqui entre nós : aquele "salzinho" iodado e fininho ( ok, o organismo precisa de iodo) que se parece mais com pó-de-festa do que com algo comestível e que a gente encontra feito praga proliferada pelos mercados da cidade é, definitivamente, um sal de última-da-última-da-última-da-últ ... pardon, é decididamente de penúltima !!!!
Parto de um princípio bastante simples para embasar meu depoimento, princípio esse que me parece esquecido pelos nossos distraídos guardiões da boa mesa no decorrer dessas últimas décadas de constante e acirrado massacre do paladar da nossa desavisada população pela perversa e manipuladora indústria alimentícia brasileira. Vai aí, então : o sal não é simplesmente sal, gente . O sal é um condimentooooo e deveria ser tratado como tal !!
O sal de "verdade", colhido da forma tradicional e sem a interferência humana, é um espelho de sua área geológica de origem que reflete diretamente no seu sabor e na sua textura. Apresentando composições ricamente diversas de região para região, esse mineral, quando tratado por métodos químicos que o purificam e o clarificam, é radicalmente descaracterizado perdendo o que ele tem de mais precioso para nós, os glutões de plantão: o seu fantástico e insubstituível buquê de minerais. E é esse buquê que vai fazer toda a diferença à sua mesa.
Infelizmente, o produto que encontramos de forma ditatorial e às pencas pelas prateleiras dos estabelecimentos comerciais não passa de um "pozinho-de-mico-aborrecidamente-inodoro-irritantemente-insípido-desanimadoramente-insoso-ponto-com-ponto-be-érre". Ele é totalmente processado, repaginado, purificado, descaracterizado e, portanto, terrivelmente insípido. Esparramar esse pó-de-gafanhoto sobre o seu bifinho é matar a pobre da vaquinha pela segunda vez. É, ao enterrá-la em seu ávido estômago, privá-la das devidas honras de um ritual funerário de respeito e gratidão. Respeito por aquele ser que teve que ser impiedosamente sacrificado para que você continuasse vivo e assistindo o seu joguinho de futebol pela tv. Gratidão – e por mais calafrios que isso nos cause – pelo paradoxal assombro de que é sim a Senhora Morte a ama-de-leite que maternalmente embala e amamenta as nossas frágeis vidas.
Outro fator contra esse amaldiçoado sal fino de cozinha é que a sua textura nos obriga a salgar o produto de uma forma diferente. Como consequência disso, o primeiro sabor que você reconhece ao provar esse alimento é o desse mineral desprovido de qualquer prazer ao paladar , deixando para o segundo plano, o gosto da comida em si. Ao temperar moderadamente uma carne, por exemplo, com um sal marinho artesanal ou até um sal grosso para churrasco que foi moído em grãos menores, você estará cobrindo somente algumas áreas de sua superfície. Os cristais, a medida que vão entrando em contato com os fluídos dessa carne vão se dissolvendo e se alastrando de uma forma a não saturar o ítem, além de adicionar alguns buquês minerais ao produto, deixando-o infinitamente mais interessante.
Portanto, galera, não vamos menosprezar o poder alquímico e sedutor de um sal de boa qualidade. Eu sei ... já percebi, sim! Estamos em Porto Alegre, after all ! Mas há ainda uma luz no fim do túnel, ou melhor, há ainda uma "sal-ida" para a tirania desse bastardinho do fininho. Basta você ir a uma loja de produtos alternativos e pedir por sal marinho. Não é o melhor que você vai ter em sua cozinha mas já é uma excelente opção e você vai, certamente, notar a evidente diferença. Eu vou catar o meu, infelizmente, bem longe das vertiginosas alturas do Himalaia e dos alvos e íngrimes picos dos Andes . Vou buscar o meu sal, porém, nos não menos excitantes montes negros de Montenegro. Vou para lá toda vez que estou com saudades do saboroso bifinho da mamãe! Magnificamente temperado com aquela simples pitadinha ... com aquele gostinho de duas vidas que, alegremente, justificam-se em si pelos seus sacrifícios !
Fatos interessantes :
* a palavra salário vem de sal e refere-se ao pagamento dado aos soldados romanos com a finalidade específica de comprar tão valorizado produto;
* a Revolução Francesa começou como um pretexto contra a alta do imposto sobre o sal;
* na "Última Ceia" de Da Vinci, Judas é visto derramando sal, considerado um símbolo de alta traição;
* o sal é a única pedra que ingerimos. Haja metabolismo, nega!!!
19/01/2008
* straight from the garden 4 : a sálvia

Originária do sul da europa a sálvia era associada na mitologia greco-romana à imagem dos faunos e sátiros que davam um dedinho, digo, um casco por uma festa de arromba embalada por muito sexo, booze, rango e rock'n'roll. It kinda sounds like a fun summer party!
Extremamente versátil essa planta é perfeita para as carnes de porco, frango, fauno e vitela além de ser um ótimo aromatizante de sopas, massas, molhos, embutidos, queijos e até de algumas bebidas. So, let’s try it...com as bençãos de Pã !
Bruschetta de fígado de frango com pancetta, cebolas caramelizadas e sálvia
Eu sei, eu sei ! Tem muito gauchão por aí que arrepia até as boleadeiras só de pensar em fígado de frango. Mas sou capaz de apostar que a maioria desses grandões pilchados já devorou um bom pedaço de pão caseiro com um bom patê de fígado "da mamãe" e retornou à cozinha para outra fatia. A adição de cebolas caramelizadas , pancetta, sálvia e o vinho madeira torna essa fantástica iguaria italiana irresistível até a esses machões gaudérios de paladares mais irredutíveis e dengosos ... para o alívio e a felicidade geral de suas maternas matronas !!
2 colheres de sopa de oleo de cozinha
1 cebola pequena , cortada e fatiada em lamidas finas
250 g fígado de galinha, limpo e cortado no meio
50 g de pancetta ou bacon suave (não defumado), picado bem miudo
2 dentes de alho, laminados
2 folhas grandes de sálvia, cortadas bem finas
16 folhas de sálvia pequenas e inteiras ( para fritar)
pimenta do reino, a gosto
sal marinho, a gosto
1 pitada de allspice ( opcional)
2 colheres de sopa de vinho madeira , ou marsala ou cognac
1 baguete
1 dente de alho
4 colheres de sopa de óleo de oliva extra virgem
*
Preparo
1. Numa frigideira de fundo grosso salteie a cebola ate caramelizar. Transfira-as para um coador e deixe escorrer o excesso de gordura.
2. Seque os fígados com um papel-toalha. Cozinhe o alho e a pancetta na mesma frigideira até dourá-los levemente. Adicione os fígado e salteie até que fiquem dourados e que estejem ainda macios ao toque.
3. Adicione a sálvia picada, pimenta do reino, o sal e o allspice. Misture. Acrescente o vinho ou o cognac e flambe.
4. No processador de alimentos, adicione metade da cebola caramelizada e os fígados. Pulse até obter uma pasta rústica. Sirva por sobre as torradinhas com folhas de sálvia fritas e o restante das cebolas por sobre as pastinha.
Para as torradinhas
Corte 16 fatias finas (em um ângulo) do baguete. Esfregue o dente de alho em cada fatia e chuvisque óleo de oliva por sobre cada peça. Leve ao forno a 190 graus por alguns minutos até torrá-las levemente. Procure não deixá-las dura, somente crocantes.
13/01/2008
* as dádivas do paladar vendado
Sobre os "dark dinings", a nova-nem-tanto tendência conceitual dos jantares às escuras...
Começo dos anos 90. A gastronomia era para mim algo tão distante quanto as crateras de Marte, os anéis de Saturno ou até as elípticas espirais de Andrómeda. Meu mundo era predominantemente aural. A música era o meu único sol por onde eu transladava feito uma rechonchuda bola de ferro fundido girando em torno de seu único ponto luminoso e incandescente.
Eu havia recém terminado o bacharelado em regência coral e parido o Vocal Mandrialis, um grupo formado por músicos, estudantes de música e cantores experientes provenientes de outros coros. Buscávamos, a exemplo de outros trabalhos, algo que fosse além das inexpressivas performances estáticas e engessadas de um coral tradicional. Queríamos, do topo de nossas juventudes arrogantes e corajosas, quebrar com a "barreira do som" e incorporar a essa linguagem outras manifestações da expressão humana.
Foi aí que embarcamos numa viagem - sem volta, eu diria - pelas misteriosas profundezas do teatro. O que restou na bagagem daqueles incríveis anos de laboratório foi a sólida certeza de que há outros mundos paralelos além daqueles que se revelam diante de nossos olhos. Percebemos que essas mesmas "janelas" que nos permitem ver a colorida paisagem lá fora, concomitantemente, nos "cega".
Foi dentro dessa atmosfera de busca por caminhos alternativos para o Mandrialis que fui cair numa oficina de teatro ministrada pelo paulista Irion Nolasco de onde a "grande revelação" me foi presenteada através de um exercício proposto: duas pessoas formariam uma parceria onde o primeiro indivíduo seria o silencioso guia do segundo. Este último, ficaria de olhos hermeticamente vendados pelas 4 horas que se seguiriam.
A única forma de comunicação entre os parceiros seria através do contato de um dos dedos mindinhos de cada pessoa. Os dois dedos fundiriam-se um no outro e jamais se desprenderiam durante toda a extensão do experimento, gerando uma curiosa figura de complexidade siamesa. O primeiro parceiro iria, através de comandos digitais improvisados, guiar o seu "deficiente" companheiro levando-o a experimentar o mundo através dos outros sentidos que ficariam teoricamente mais ativados. Ok. Parecia divertido e fácil e fiz questão de tomar a frente e ser a parte que seria conduzida.
Já nos primeiros instantes da experiência, porém, o blackout foi total!! Curto circuito! Pânico! Estranhamento de ambas as partes. Não havia nada a que se agarrar, nada em que se proteger. A comunicação oral era expressamente proibida entre o par e teríamos que estabelecer uma cumplicidade silenciosa e urgente e chegar a um entendimento instintivo de como fazer com que aquilo funcionasse sem que ninguém se machucasse.
Pequenos acidentes, obviamente, ocorreram. Alguns tropeços, esbarrões e cabeçadas foram inevitáveis. Porém, parecia que aos poucos a divina providência ia assoprando nos nossos agudos ouvidos as fórmulas mágicas exigidas para fazer com que aqueles dois dedos alienígenas dialogassem entre eles com a mesma fluência de desinibidas comadres latinas.
.
Após os primeiros 60 minutos, eu já estava completamente familiarizado com o breu e contornando as adversidades. O paralisante medo cedeu lugar ao "administrável" e o corpo alerta encarregou-se de afinar os sentidos para o que estava por vir. Eu estava finalmente pronto para discorrer pelos vários ambientes e re-perceber o habitual mundo sob a égide das novas leis que passaram a regê-lo a partir daquele momento. O que se sucedeu revelou-se então surpreendente.
***
Como explicar como é um filme 3D para uma pessoa que nunca colocou seus olhos num ? Você até pode. Com palavras. Mas palavras são meros fantasmas comparando com a coisa real em si. Mas vamos lá ...
.
Após o período de ajustamento do corpo físico e emocional a essa nova realidade circunstancial, portas sensoriais começaram a abrir-se uma após a outra. Em uma sequência do tipo efeito dominó, os demais sentidos começaram a saltar aos "olhos" e colocar na luz um mundo até então submerso que potencializava sensações jamais sentidas naquela intensidade ou até jamais experimentadas anteriormente. Meus olfato, audição, paladar e tato estavam, literalmente, à flor da pele.
.
Eu era capaz de escutavar os sons aparentemente mais inaudíveis e distantes; cheirar os aromas até mais vagos e diluidos; sentir as mais sutis correntezas de ar a percorrer eletricamente a minha pele; degustar os alimentos de uma forma tão mais intensa, tão deliciosamente complexa! Outros sabores estavam lá. Sabores esses que eu jamais havia provado antes numa simples mordida de uma maçã, numa colherada de um ingênuo iogurte natural... Honestamente, não dá para explicar. Só experimentando. É muito emocionante mesmo.
.
E é essa exatamente a intenção desses tão em voga "dark dinings" : fazer você entrar nessa busca interna de encontro a você mesmo e conectar-se com todo o seu potencial perceptivo ampliando a maneira como você se relaciona com o seu próprio mundo. Tudo isso usando a gastronomia como ponto de partida.
.
Modismo? Talvez sim. Pode até ser que, em questão de meses, ninguém mais fale neles. Mas se você for uma pessoa com uma veia aventureira e entregar-se à essa marcante viagem, você vai experienciar algo que vai perdurar na sua memória. Para sempre.É um caminho fascinante ... sem volta, eu diria !
12/01/2008
* história da alimentação/ gastronomia e cinema
"A disposição em buscar conhecer, agregar, divulgar e intercambiar os estudos e pesquisas no âmbito da História da Alimentação nos conduz à razão maior deste site. Na condição de pesquisadores, entendemos que as novas relações acadêmicas, sob a égide da História da Alimentação, se pautam através de temáticas integradoras, nos domínios multi, inter e transdisciplinares, e que a História em suas relações com
a comida se inscreve no interior das estruturas do cotidiano, no universo da micro-história."
10/01/2008
* straight from the garden 3 : a salsa

" ...e floresciam os rechonchudos e aveludados prados de violetas e salsas...".
Desde o renascimento das ervas na culinária mundial nas últimas décadas, a salsa - apesar de sua longa e ilustre história - tem sido uma personagem severamente injustiçada. Subjugada a um papel de mera coadjvante, seja através dos irregulares chuviscos por sobre tristes e acinzentados pratos seja para vestir a comida com o seu famigerado e inútil "galhinho", à essa fantástica planta tem se imposto o desmerecido status de "cidadã de segunda classe".
A Salsa Verde ( molho verde )
(Rende 2/3 xicara)
3 colheres de sopa de alcaparras, drenadas
3/4 xícara de folha de salsa
2 colheres de sopa de echalotes ou cebola roxa, picada
1 colher de chá de mostarda dijon
½ colher de chá de alho, picado
1 colher de chá de pasta de anchovas ou 3 filés de anchovas
8 cornichons (minúsculo pepino em conserva)
algumas folhas de hortelã (opcional)
algumas folhas de manjericão (opcional)
1/3 xícara de óleo de oliva
1 colher de sopa de vinagre jerez ou de vinho tinto
sal
pimenta do reino a gosto
Preparo:
2. Até esse ponto,você pode guardar a salsa verde na geladeira. Antes de servir, retire-a da refrigeração. Retorne à temperatura ambiente e adicione o sal, o vinagre e a pimenta do reino.
09/01/2008
* A Sopa de Kafka

Esta aí um livro que não vejo a hora de por as minhas mãos nele.
08/01/2008
* Tá ruím? Acrescenta ovo que fica bom...

Àquela tenra idade eu não tinha a menor sombra de dúvida : a galinha havia surgido primeiro, antes do ovo. Era óbvio ! Era completamente dispensável todo o arsenal filosófico e metafísico de torturantes indagações sobre a origem da existência dessa classe de seres animados. Bastava acompanhar a minha avó materna ao potreiro do sítio , onde dezenas dessas plumadas terrestres andavam a se refestelar alegres e rebolentas, por entre as vacas e as ovelhas, a gozar de suas liberdades orgânicas e espaçosas - coisa rara hoje em dia considerando as condições miseráveis e desumanas a que são submetidas pela cruel indústria aviária. Eram todas momentaneamente felizes e, provavelmente, nem sabiam disso. Entretanto, era uma felicidade, digamos, com um certo prazo... pelo menos para duas delas. Seriam o jantar daquela noite.
Esse arroubo todo de nostalgia em forma de lembranças infantis não surgiu nesse momento ao mero acaso. Lendo o The New York Times online acabei de topar com um artigo sobre uma nova onda gastronômica que está invadindo a Big Apple, importada da Itália : ovos precoces. Aqueles mesmos que tão generosamente povoam parte das minhas mais queridas lembranças ao redor de minha preciosa e já falecida avó estão, neste exato momento, sendo redescobertos pelos top chefes mundo afora.
Estava no carro com uma grande amiga. Íamos os dois à feira orgânica do brique num sábado pela manhã. O assunto era "infância, mães e comidas". Ela me contou uma muito engraçada da coroa dela : diz que essa senhora ia à geladeira de tempos em tempos e descarregava todas as sobras de comidas dos dias anteriores. Jogava tudo dentro da frigideira e requentava. A medida que ia provando o "puchero" de misturas ia, entre carrancas de reprovação, acrescentando ovos, um atrás do outro até que, satisfeita, esboçasse um sorriso largo. Seu lema era : " Tá ruim ? Acrescenta ovo que fica bom!" Rimos muito e imaginamos que bom seria se o ovo fosse a resposta para todos os males que afligem a humanidade: Tá ruim pagar tanto imposto? Acrescenta ovo que fica bom! Tá ruim ter que aturar o galinhão do marido? Acrescenta ovo que fica bom. Tá ruim o estresse da violência urbana? Acrescenta ovo que fica bom. Fácil, não é mesmo?
A frittata é um clássico italiano. Considerada a mãe do omelete (olha ai a mae de novo!!) por muitos historiadores ela difere deste pela forma bem mais simplificada e acessível de seu preparo. Por ser servida à temperatura ambiente ela torna-se ideal para almoços e brunches que envolvem um grande numero de pessoas. A sua tradicional versão tem sido provavelmente uma das opções mais populares em certas regiões da Itália nos períodos de abstinência durante a quaresma.
1 batata, descascada e cortada em cubos pequenos
2,5 colheres de sopa de óleo de oliva
1 pimentão vermelho, cortado em tiras
1 cebola roxa, cortada em cubos
4 dentes de alho, picados
3 colheres de sopa de orégano fresco, ou 1 de orégano seco
8 ovos caipiras
1 colher de chá de sal marinho
pimenta do reino a gosto
1 xícara de queijo cheddar ralado
4 colheres de sopa de parmesão ralado
pitada de noz moscada
Modo de fazer:
2. Numa frigideira de fundo grosso, aqueça o óleo de oliva e salteie a cebola até ficar translúcida. Adicione o alho, a batata, o pimentão e o orégano. Cozinhe por mais alguns minutos.
3. Num recipiente, bata os ovos, o sal, a noz moscada e a pimenta. Adicione os queijos. Adicione essa mistura aos vegetais e leve ao forno a 180C.
4. Asse a frittata até começar a dourar . Retire do forno. Deixe esfriar por uns 5 minutos.
07/01/2008
* the next hot wave ? limoncello !
Você vai aprender a fazer esse decadente licor ...e agradecer de joelhos!
Sun, sea, summer! Ah, essa SSSantíssima Trindade do verão!
A RECEITA
1 litro álcool de cereais (encontrado em farmacias de manipulacao)
12 limões sicilianos
1 litro água mineral
900 gramas de açúcar
1 fava de baunilha
1. Lave os limões bem em água quente para remover qualquer resíduo de cera e pesticidas. Seque-os.
2. Com um descascador de vegetais remova cuidadosamente a casca tendo o cuidado de não incluir a parte branca da mesma ( isso deixará o seu licor amargo).
3. Coloque em um recipiente de vidro o álcool e a casca do limão. Cubra e deixe essa infusão num lugar escuro e fresco por 30 dias. ( fora da geladeira)
4. Passados os 30 dias: corte a fava da baunilha no meio no sentido longitudinal. Raspe com uma faca as minúsculas sementes pretas que encontram-se na fava.
5. Numa panela, ferva a água, o açúcar e as sementes de baunilha com a fava. Deixe esfriar e adicione a mistura álcool/limão.
6. Deixe "marinando" por mais 7 dias. Coe.
7. Coloque numa garrafa vazia de vodca ou outra qualquer e leve ao freezer. O seu limoncello está pronto para o pecado!
OBS:
Vai aí de lambujem ( hahahaha...eu me entrego! ) três receitas pooooooooooodre de bacanas de como usar seu limoncello e cativar a admiração de seus convidados.
COCKTAIL "SORRENTO"
2 partes de limoncello (ou 1 parte de contreau e 1 de limoncello), gelado
2 partes de espresso gelado
1 parte de creme chantilli
raspas de limão
Numa taça de martini ou vinho, disponha o limoncello. Coloque o café por cima e depois acrescente o chatilli. Disponha as raspas de limão sobre o chantilli.
FRUTAS TROPICAIS COM CREME DE MASCARPONE E LIMONCELLO
¾ xícara de creme de leite fresco (gelado)
115 g de queijo mascarpone
½ xícara de açúcar mais 3 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de limoncello
8 xícaras de frutas tropicais picadas
1 colher de sopa de raspas de limão siciliano
1. Numa vasilha grande, misture o mascarpone, o creme, as colheres de açúcar e o limoncello. Bata até formar uma "neve".
2. Combine as frutas, a casca do limão ralada e a ½ xícara de açúcar em outro recipiente.
4. Disponha as frutas em 8 taças e o creme de mascarpone por cima. Sirva.
Uma variação insólita e "stress free" do sempre benvindo "pesto".
No processador de alimentos , combine 1 tomate grande bem maduro, várias folhas de manjericão. Cubra com óleo de oliva e casca ralada de um limão e queijo parmesão ralado a gosto. Acrescente umas 2 a 3 colheres de sopa de limoncello, sal e pimenta a gosto. Processe até obter uma pasta de textura rústica. Sirva por sobre tomates cerejas e mozzarela de bufala.
05/01/2008
* Straight From the Garden 2 : o coentro

O coentro
Uma das plantas mais populares dos Jardins Suspensos da Babilônia, o coentro - também chamado de salsa chinesa - é originário do Oriente Médio e do sul da Europa. O conhecido Papyrus de Thebas ( 1552 AC) já mencionava as qualidades culinárias e medicinais dessa erva cujas folhas e sementes estão presentes na culinária do mundo todo. Os chineses o veneravam pelo seu poder afrodisíaco e como fonte de imortalidade. Na Idade Media, envolto em uma bruma de mistérios, o coentro era utilizado pelas "bruxas" nas poções chamadas de filtros do amor utilizados nas práticas de magia sexual.
As folhas, de sabor levemente amargo e pungente, são usadas para aromatizar peixes, frutos do mar, carnes brancas, legumes, chutneys e preparação à base de ovos. Quando cozido por um longo tempo, o sabor e o aroma ficam menos acentuados. As sementes têm um gosto mais adocicado do que a erva fresca e são extensamente empregadas em curries indianos.
Guacamole ( guaca:abacate/ mole:molho) é um pasta espessa de abacate que é tipicamente servida com tortilla chips. Existem muitas variações sobre o mesmo tema mas a receita básica contém abacate amassado, tomates, cebola roxa, coentro, limão taiti (o verde) e chilies ( pimentas). É temperado com sal, pimenta e cominho.
A "árvore dos testículos", como era chamado pelos aztecas o abacateiro devido a masculina forma anatômica de seu fruto, produz o ahuacatl (abacate) que os conquistadores espanhóis chamaram de "aguacate". As mulheres aztecas eram proibidas de sair de suas casas durante a colheita do abacate sob o medo de serem chamadas de impuras. Este estigma perdurou por séculos.
Além de ser um provável afrodisíaco ( os cientistas nunca confirmaram mas também jamais refutaram tal teoria) a guacamole carrega varios benefícios nutricionais: o abacate contém mais potássio que a banana, tem um alto teor de vitamina A, ajuda na absorção do colesterol ruim e é um poderoso antioxidante. Quer mais?
Quando for escolher o abacate para o seu guacamole de preferência ao avocado (também chamado de abacate californiano ou Hass) que possui uma textura mais cremosa e um sabor bem mais complexo.
3 avocados, maduros mas firmes
1 cebola roxa, cubos pequenos
3 tomates, cubos pequenos
1 pimentão laranja, cubos pequenos
óleo de oliva, a gosto
açúcar, pitada
suco de 2 limões
cominho em pó, a gosto
1 molho pequeno de ciboulette, picado
preparo:
.
Amasse o avocado com um garfo.
Adicione a cebola, os tomates, o pimentão, o suco de limão ( a gosto ).
Tempere com o sal, a pitada de açúcar e o cominho.
Acrescente o óleo de oliva e a ciboulette.
Sirva com tortilla chips ou outro tipo de chips.
02/01/2008
* La Vita, L'Amore, La Morte : by Billy
01/01/2008
* straight from the garden : o alecrim

É hora de baixar a guarda , afrouxar a gravata, desamarrar os sapatos e relaxar. É imperativo cuidar do corpo, da mente e embebedar-se de sol , de mar e de bom astral. É hora também de optar por uma alimentação mais leve e mais saudável.
Extremamente versáteis, as ervas são a bola da vez. Abuse delas em seus chás, drinkes, sorvetes, bolos, saladas, carnes e assim por diante. Só o que não vale é a falta de criatividade.
.
Durante esses meses de temperaturas solares, o Straight From The Garden os auxiliará focando nessas pequenas "gemas" do éden . Serão postadas semanalmente informações gerais sobre cada erva seguidas de receitas divertidas e de fácil execussão, afinal de contas , a palavra estress não combina com a estação.
O ALECRIM
O alecrim é originário da Costa do Mar Mediterrâneo. É também conhecido pelo nome de "Rosmarinus" que lembra a denominação latina "ros marinus" - "rosa do mar".
Para os romanos esta planta simbolizava o amor e a morte e por isto era plantada próximo à soleira das portas das casas. A igreja católica também o usava nos seus rituais, queimando-o como incenso.
Sob o domínio do Sol ,o alecrim é uma planta que ama o calor e a vida. Ele aquece e estimula o cérebro e o corpo, é ótimo como cardiotônico, estimulante, anti-reumático, resolve rapidamente dores de estômago e asias, restitui a energia dos cansados e estressados por muito esforço mental. Ele restitui rapidamente a energia perdida, dá mais estrutura de trabalho aos que lidam muito com o mental racional, é uma das ervas que ajuda na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais.
Na culinária é recomendado para carnes de porco, cabrito carneiro e peixe. É usado também para aromatizar vinagres e óleos.Por ter um sabor muito forte, deve ser usado com moderação. Alguns raminhos de alecrim jogados sobre as brasas enquanto se faz churrasco, deixa a carne com um aroma delicioso.
BOLO DE ALECRIM E ÓLEO DE OLIVA
foto:llunkes

Acredite, você está diante de algo extraordinário. De uma simplicidade quase monástica, essa receita foi ressuscitada por um dos mais celebrados e paparicados chefs de New York : Mario Batalli. Na real, o titio Batalli desenterrou essa jóia rara de um de seus diários de bordo - famintas anotações redigidas durante as suas inúmeras viagens pelos cantos mais remotos da velha Itália.
4 ovos
3/4 xícara de açúcar fino
2/3 xícara de óleo de oliva, extra virgem
2 colheres de sopa de alecrim fresco, picado miudamente
1,5 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento quimico
1/2 colher de chá de sal marinho
2. Numa bacia funda, bata os ovos por mais ou menos 60 segundos. Adicione o açúcar e continue batendo até obter uma cor pálida.
3. Diminuindo a velocidade do fuê, adicione em um fio o óleo do oliva , vagarosamente, como se estivesse fazendo uma maionese.
4. Gentilmente , misture o alecrim.
5. Em outro recipiente, peneire a farinha, o sal e o fermento. Incorpore cuidadosamente esses ingredientes secos na mistura de ovos.
6. Disponha a massa na forma e asse por uns 50 minutos, virando a cada 15 minutos para obter um cozimento uniforme. Assegure-se de que o bolo está totalmente assado inserindo um palito na massa. O palito deverá estar seco ao ser retirado.
7. Permita que o bolo esfrie levemente dentro da forma antes de retirá-lo da forma . Disponha-o em uma grade para que esfrie completamente.
8. Corte em fatias e sirva-o acompanhado de figos frescos e sorvete de baunilha, ou creme chantilli.
Serve 10 pessoas